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Análise | Crash Bandicoot 4: It’s About Time

Análise | Crash Bandicoot 4: It’s About Time

Após o desenvolvimento de Spyro Reignited Trilogy e da adaptação de Crash Bandicoot N. Sane Trilogy para Switch, não foi nenhuma surpresa ver a Toys for Bob a frente de Crash 4. O estúdio da Activision tem feito um excelente trabalho até o momento e o resultado não foi diferente em It’s About Time.

Crash Bandicoot 4: It’s About Time é uma continuação direta de Crash Bandicoot: Warped (1998), ou seja, o jogo segue a premissa da trilogia clássica, mantendo todos os elementos que fizeram do marsupial um sucesso no PSOne. Contudo, novos elementos dão um toque de atualidade e inovação, mantendo o jogo divertido e cativante.

Bem-vindo de volta, Crash

O game tem ao todo 9 mundos e 43 levels principais, entretanto, o título tem muito mais a oferecer. Agora o nosso protagonista conta com o mágica das Máscaras Quânticas para poder concluir os níveis. Lani-Loli, troca objetos de lugar, Akano dá a Crash/Coco um impulso giratório, Kupuna-Wa, controla o tempo e, por fim, Ika-Ika que altera a força gravitacional.

Além disso, tem o modo N’Verted que permite jogar as fases já concluídas por outra perspectiva. Também tem a possibilidade de jogar co-op, garantindo que cada jogador tenha sua pontuação salva de forma individual.

Crash e Coco não são os únicos personagens jogáveis. Isto é, há missões com Tawna (versão realidade alternativa), com o crocodilo híbrido Dingodile e até mesmo com o próprio Neo Cortex. E estes últimos três personagens tem características de gameplay distintas, o que enriquece a experiência do game e leva o jogador a pensar em novas estratégias para concluir as missões.

Desafiador do começo ao fim

Não seria possível realizar essa análise sem citar a dificuldade do jogo. Crash 4 é desafiador. Cada parte dos levels garante um obstáculo diferente, ou seja, é preciso ter muita atenção ao dar o próximo passo, pois qualquer erro pode ser fatal. Mesmo com a excelente jogabilidade é difícil alcançar a perfeição nos movimentos.

E como não se encontra um check-point “em cada esquina”, a morte pode levar a percorrer um caminho longo por uma segunda vez. Por isso a atenção ao jogar é fundamental. Buscar aprender com os erros anteriores é a melhor opção para conseguir superar um nível.

Veredito

Depois de anos tomando um caminho diferente, o bom e velho Crash está de volta. Esqueça o marsupial tiozão com tattoo tribal no antebraço, pois esta é uma estória do Crash raiz, em uma aventura focada no gênero plataforma que carrega em seu DNA todos os elementos que fizeram da franquia um sucesso e, ao mesmo tempo, agrega novidades e recursos atuais.

It’s About Time não é apenas o melhor game original do Crash em muito tempo, mas também um dos melhores jogos de plataforma para se jogar offline ou com amigos nesta geração. Indispensável na coleção.

Nota: 9

Uma cópia para Xbox One foi disponibilizada pela Activision para a realização desta análise.

Crash 4 está disponível no Brasil exclusivamente na versão digital. Para comprar na PSN clique aqui, para comprar na Xbox Store clique aqui.

Sobre Gabriel Magalhães

Graduado em psicologia e marketing, é jornalista de games desde 2015. Começou a jogar aos 4 anos, em um Dynavision (Dynacom) e, desde então, é um fã do mercado de jogos eletrônicos.
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