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Análise | Empire of Sin

A Lei Seca dos Estados Unidos é um dos períodos mais icônicos da história contemporânea norte-americana. Os 13 anos de proibição da bebida alcóolica resultou em muito conteúdo para o entretenimento, como os filmes “Os Infratores”, “Os Intocáveis” e até mesmo “O Poderoso Chefão”. Bebendo desta mesma fonte, a Romero Games traz para o mundo dos jogos este pedaço da história em um título de estratégia repleto de mecânicas e conteúdo. Confira a nossa Análise de Empire of Sin.

Sobre o Game

Empire of Sin é um game de estratégia em turnos, no mesmo estilo de XCOM e Gears Tactics. Você começa o jogo escolhendo um dentre os vários chefões disponíveis para jogar. Cada líder do crime tem suas vantagens, então, cabe a você decidir quem é o mais interessante para iniciar uma campanha.

Tornando-se o dono do pedaço

Existem várias formas de conquistar Chicago. A administração de negócios, como estabelecimentos que vendem bebida ilegalmente, prostíbulos e casinos é o caminho para fazer dinheiro e controlar o território. Mantê-los longe da polícia e de outros líderes do crime é fundamental para progredir e alcançar fortuna.

E os conflitos? Bem, eles podem ser resolvidos com tratados de paz temporários, pactos de não agressão, eliminação de inimigos incomuns, intimidação e persuasão de seus opositores, ou ainda, no bom e velho tiroteio.

Mas todas essas ações podem ter consequências. Por exemplo, matar um determinado personagem ou entrar num conflito armado pode diminuir a credibilidade com determinada gangue ou aumentar seu nível de percepção pela polícia. Sendo assim, suas decisões precisam ser bem calculadas, e não se deve fazer algo pensando apenas no aqui e agora.

Para lidar com tanta coisa, apenas evoluindo, não é mesmo? Para isso, existe uma árvore de habilidade onde você pode escolher para que lado deseja levar o seu personagem. Mas fique atento, pois os upgrades não são instantâneos, isto é, após comprados são necessários alguns (tempo in game) para que eles sejam aprendidos.

Como os filmes nos ensinaram

O enredo de Empire of Sin é muito bom. De fato, não é um jogo com uma história centrada e sim uma série de eventos protagonizados por diálogos intenso e pelas escolhas do jogador. Ou seja texto em si que torna a história legal.

Se sentar para conversar com os chefes do crime e tomar decisões importes, mostrar quem manda, ser benevolente ou bancar o cruel megalomaníaco é divertido e passa a sensação que só se sente nos filmes do gênero. Justamente por ser um game de escolhas, um segundo ou terceiro gameplay tomando rumos diferentes irá construir uma experiência totalmente nova.

Jogabilidade

Não é segredo que os jogos de estratégia têm os PCs como sua plataforma principal, e isso não é diferente em Empire of Sin. Quando a desenvolvedora planeja lançar este tipo de jogo para os consoles só há duas alternativas, a primeira é redesenhar os menus do game e a segunda é adaptar (lê-se compactar) os comandos do jogo ao layout do controle. A Romero Games escolheu a segunda opção.

A jogabilidade não é ruim, mas sim complexa. Leva-se um certo tempo para se adaptar a todas as abas dos menus. Mesmo com o tutorial, é difícil absorver e lembrar de primeira quais comandos são acessíveis com o D-Pad e quais são iniciados pelos gatilhos, por exemplo. Um ponto positivo do gameplay é que se pode andar pela cidade com o analógico, ao invés de apontar e clicar, como no PC.

Já o combate tem seus altos e baixos. A estrutura dos turnos segue a cartilha do gênero rigorosamente, não há o que reclamar. O que chama a atenção são os bugs e inteligência artificial dos inimigos.

Suponhamos que você inicie um conflito armado no meio da rua. Os inimigos podem escolher lugares estranhos para se posicionar, ou se posicionar do lado de um dos seus personagens controláveis e passar dois ou três turnos sem atacar o alvo mais óbvio. Entenda, a experiência não é ruim, mas quando isso acontece a trama perde um pouco do ritmo.

Veredito

Vamos, lá. Antes de comprar Empire of Sin você precisa responder para si mesmo algumas perguntas: você curte histórias e gangsters? O clima boêmio dos anos 20 te atrai? Curte jogos de estratégia? Se você respondeu sim, bem este jogo é para você.

O game passa seu recado, entregar em forma de jogo um pouco da realidade dos tempos da Lei Seca americana, coisa que a Romero Games entendeu como se faz. Falta um certo polimento que pode ser corrigido em atualizações futuras, mas nada que prejudique final, a essência e a diversão.  É um título que merece um espaço no catálogo dos fãs do gênero.

Nota: 7.5

Uma cópia para Xbox foi cedida pela Paradox Interactive para a realização desta análise.

 

Sobre Gabriel Magalhães

Graduado em psicologia e marketing, é jornalista de games desde 2015. Começou a jogar aos 4 anos, em um Dynavision (Dynacom) e, desde então, é um fã do mercado de jogos eletrônicos.
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