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Análise | SpongeBob SquarePants: Battle for Bikini Bottom – Rehydrated

Durante minha adolescência os jogos infanto-juvenis como este passavam bem longe do meu PS2. Por esta razão eu não tive contato com o game que deu origem a esse remake que chega ao PC, PS4, Switch e XOne 17 anos após sua primeira aparição. Hoje, com quase 30 anos, títulos como esse me chamam a atenção, pois são uma ótima chance de relaxar – de verdade – na frente de um console.

Em Battle for Bikini Bottom – Rehydrated você tem como objetivo coletar itens espalhados por toda Fenda do Biquíni para derrotar robôs que estão tomando conta da cidade, graças a um plano não tão bem-sucedido de Plankton, o “vilão” do desenho animado.

A remasterização chega marcando ponto com legendas em português, tanto in game quanto nas animações. Além disso, não dá para reclamar dos gráficos, já que a direção de arte teve muito bom gosto na reimaginação do jogo, o que resultou em cenários bonitos, detalhados e personagens bem desenhados. O ponto a desejar (que pode ser corrigido em futuros updates) é o acabamento de Bob Esponja. Sim, por mais irônico que seja, ficaram devendo uma renderização especial ao personagem, principalmente no seu contorno e detalhes de seu rosto. Dependendo do ângulo ou iluminação, ele parece uma massa plástica com pouca definição.

Bem, vamos falar jogo! Rehydrated tem conteúdo inédito, mas não é um reboot, e sim um remake. Isso significa que quem jogou o game no passado irá encontrar o mesmo título de 2003, porém com gráficos em alta definição e som com melhor qualidade. A aventura de plataforma oferece tudo que um jogo do gênero tem que ter: um mundo aberto vivo e colorido, inimigos espalhados, chefões, puzzles e coletáveis.

A jogabilidade é impecável. Nada de investidas mirabolantes, apenas movimentos simples como saltar e bater, que funcionam muito bem. Posso dizer o mesmo sobre a câmera, que não me trouxe nenhuma dor de cabeça durante as quase 8 horas de campanha.

Mas não se engane, ainda estamos falando de um jogo dedicado ao público mais jovem, com baixa dificuldade e sem conteúdo convidativo ao new game plus. Em outras palavras é um jogo que entrega muito mais do que outros títulos com a mesma proposta, porém não brilha como Yooka-Laylee, por exemplo. É divertido para se passar um fim de semana jogando sozinho ou com a família.

Uma cópia para PS4 foi cedida pela publicadora para a realização desta análise.

  • Disponível para: Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows
  • Nota: 7.5

Sobre Gabriel Magalhães

Graduado em psicologia e marketing, é jornalista de games desde 2015. Começou a jogar aos 4 anos, em um Dynavision (Dynacom) e, desde então, é um fã do mercado de jogos eletrônicos.
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