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Análise | Werewolf: The Apocalypse – Earthblood

Análise | Werewolf: The Apocalypse – Earthblood

O universo de “Mundo das Trevas” (World of Darkness, em inglês) está vivendo seu auge nos videogames. Embora o foco esteja em “Vampiro: A Máscara”, o igualmente aclamado RPG “Lobisomem: O Apocalipse” também está tendo seu espaço. Dessa forma, os fãs receberam “Werewolf: The Apocalypse – Earthblood”. O Action RPG tem como protagonista Cahal, numa aventura que combina ação e stealh. Confira nossa análise.

De volta ao jogo

No game você assume o papel de Cahal, um lobisomem do clã Fianna que decide se afastar da família após matar um dos membros, sem querer, durante um ataque de fúria. Entretanto, 5 anos após o evento, ele reencontra sua filha e demais parentes durante uma guerra contra um conglomerado corporativo responsável por muita poluição na terra. A fim de acabar com esta ameaça eles se reúnem para destruir a subsidiária Endron.

O homem, o lobo e o lobisomem

Em “Apocalypse – Earthblood” o hack’n’slash e o stealth se misturam. Isto é, cada uma das formas de Cahal permite um tipo de jogabilidade. Na forma humana é possível invadir computadores, neutralizar inimigos de forma silenciosa, persuadir NPC’s e sabotar tecnologias. Como lobo você tem acesso a tubulações para alcançar outras áreas e pode atrair inimigos com latidos, por fim, como lobisomem, toda a fúria do personagem é liberada, sendo esta última forma o trunfo do título.

O jogo é dividido em salas, ou seja, diversos setores, e em cada área existe um objetivo para cumprir. Você pode atravessar o mapa, na maioria das vezes, de forma silenciosa utilizando as habilidades de Cahal humano e lobo. Mas se as coisas derem errado e ele for descoberto, o personagem se transforma no lobisomem. E assim a pancadaria começa.

Na forma de lobisomem Cahal é implacável tendo dois estilos de combate distintos. O modo Ágil é eficaz para acabar rapidamente como inimigos básicos, já o modo Forte é indicado para lidar com inimigos robustos e que utilizam escudos. Além disso, ele possui uma barra de energia que o deixa ainda mais forte quando liberada. Vale lembrar que, caso você queira ignorar o modo stealth pode resolver tudo na forma de lobisomem.

No Xbox Series S o título faz bonito e não apresenta engasgos ou queda de frames com as cenas frenéticas de ação que envolvem muitas explosões e personagens na tela. Um ponto positivo, mostrando que a versão para a nova geração não é apenas gourmetização.

A jogabilidade na prática

Werewolf tem a alma dos anos 2000, onde protagonistas que faziam o tipo “exército de um homem só” invadiam empresas e derrubavam forças de segurança privadas. Em outras palavras, o título bebe dessa fonte, apostando numa experiência simples e investindo pesado no seu diferencial, que é o lobisomem.

Sendo assim, o enredo e a experiência de Action RPG são elementos secundários. A maioria dos diálogos são simples e não há interações que decidam o destino da aventura. Já o level design não surpreende, repetindo a mesma fórmula do começo ao fim, o que é compreensível, uma vez que se passa dentro de um complexo empresarial.

Veredito

De fato “Werewolf: The Apocalypse – Earthblood” não é um título ambicioso. A Cyanide Studio apostou tudo na jogabilidade diferenciada. Afinal de contas, não é todo dia que se pode jogar com um lobisomem por aí. Como resultado temos um game divertido que garante cerca de 10 horas de campanha.

Existem pontos que precisam melhorar, sendo os mais importantes a inteligência artificial dos inimigos e o nível de dificuldade, pois ele não é desafiador para veteranos no gênero.

Em conclusão temos um jogo diferente, que foge do habitual e pode agradar aqueles que querem uma aventura descontraída que não exige muito do jogador.

Nota: 7,0

Uma cópia para Xbox Series X|S foi cedida pela Nacon para a realização desta análise.

Sobre Gabriel Magalhães

Graduado em psicologia e marketing, é jornalista de games desde 2015. Começou a jogar aos 4 anos, em um Dynavision (Dynacom) e, desde então, é um fã do mercado de jogos eletrônicos.
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